Propomos a criação de uma organização mundial, popular e democrática para promover a adoção de políticas públicas, junto a condutas humanas e sociais que favoreçam a livre disponibilidade, sustentabilidade e socialização da tecnologia e do conhecimento, seu uso solidário e a viabilidade do modelo econômico e social que a construirá em termos de igualdade e inclusão de todos os seres humanos e os povos do mundo.
Terra, água, ar e fogo eram os elementos do mundo clássico.
Segundo Einstein, compreendemos o mundo interpretando-o seguindo os marcos
de análise e síntese: o do conjunto matéria - energia e o da informação.
Os últimos séculos se caracterizaram por um incremento do domínio
da matéria e da energia. Junto com a capitalização, apropriação, desfrute
e controle por parte de uma minoria, dos conhecimentos e tecnologias fechadas.
O que determinou em grande parte as estruturas sociais e econômicas criadas,
que sustentaram as trocas. As diferenças de classe, os distintos níveis de
vida e os conflitos criaram diversidade e a oportunidade de satisfazer projetos,
desejos e necessidades especiais. O capitalismo moderno é consequência e
uma vez motivo do desenvolvimento tecnológico.
Há algumas décadas, a
inovação tecnológica e consequentemente uma das frentes principais de acumulo
de capital, se produz nas denominadas tecnologias da informação.
A manipulação econòmica e as formas de apropriação dos recursos gerados
determinará em grande parte os esquemas futuros de organização das sociedades
humanas.
Hoje, como nunca, a tecnologia e sua base de sustento material e intelectual
está em condições de alterar e redefinir o ser humano e suas sociedades. Conceitos
como brecha digital, intencionam mostrar a preocupação crescente com a forma
em que estas trocas impactaram nos setores mais humildes da humanidade, criando
não só novos analfabetos mas sim seres humanos a medida de suas possibilidades,
diferentes segundo seu poder econômico.
A vida surgida nos redemoinhos dos fluxos de energia,
está se fazendo mais completa, diminuindo localmente sua entropia, progredindo
mediante a seleção natural; amadurecendo, incluindo-se em seus modelos de
representação ao obter consciência de sua realidade, e preparando-se para
melhorar-se em função de seus objetivos emergentes.
A genética e a biotecnologia mudaram o que somos como pessoas, modificando
nossa biologia para ficarmos mais fortes, mais inteligentes, permitindo-nos
escolher como serão nossos filhos, alterando o papel dos sexos, o conceito
da reprodução humana e outras questões que apenas entrevemos neste momento.
Na era da informação, as telecomunicações e a informática permitirão construir
redes de comunicação hoje inimagináveis. A interconexão de celulares e computadores
a nosso tecido neuronal, permitirá coisas que antes acreditávamos ilusões:
telepatia e telecinese, por exemplo. Interfaces cerebrais humanas com computadores,
artefatos de todo o tipo, videocâmaras e outras serão naturais. Só nossa
limitada imaginação nos impede de ver até onde poderemos chegar.
A crescente capacidade de comunicação, só insinuada pela Internet, permitirá
que no futuro a humanidade evolua até meta-organismos que interconectem humanos.
Uma inteligência de complexidade maior do que tudo o que conhecemos. Um ou
vários seres justapostos dos quais seremos apenas células.
O telefone permitirá comunicações bidirecionais entre dois pontos de uma
rede, um modelo de comunicações entre pares. A televisão e o rádio permitirão
comunicações unidirecionais de um ponto até todos os outros pontos da rede;
um modelo unidirecional desde o centro; um gera, todos lêem. A Internet permite
comunicações de todos com todos de forma horizontal e transparente. O computador
pessoal (PC) se transforma em um centro de comunicações (PCC) que sobrepõe
as capacidades do telefone e da televisão às de processamento. Cada modelo
planta um esquema de participação e organização institucional e humana diferente.
A Internet não tem um centro, nem controle, sua única organização central
que define protocolos se elege democráticamente, cada nó administra seus
enlaces.
As mudanças e avanços na produtividade das oficinas, a reengenharia junto
com outros esquemas administrativos, a mecanização do trabalho intelectual,
junto com a destruição de alguns empregos e a criação de outros, são só aspectos
das transformações em marcha que são parte da "Sociedade da Informação."
A necessidade de curar e a possibilidade certa de trazer melhorias à qualidade
de vida aos incapacitados, entre outros, impulsionam o suporte público ao
desenvolvimento destas tecnologias. O afã de lucro mobiliza enormes fundos
de inversão em novos empreendimentos.
O impacto que estas tecnologias, entre outras emergentes, produzirão sobre
o acúmulo de capital, a distribuição das riquezas, e conceitos como a liberdade,
a igualdade e a democracia, serão profundos. A biotecnologia redefinirá o
ser humano,a informática junto com as comunicações redefinirão nossas sociedades.
Não fazemos um juizo de valor com respeito a estas predições, nem nos manifestamos
de acordo ou contra elas, simplesmente predizemos que ocorrerão.
O conceito da propriedade tem sido centro das construções
e lutas econômicas e sociais da humanidade. È essencial ao capitalismo moderno
o controle do conhecimento mediante às formas que o tenham por capital privado,
o assinem valor de mudança e o assimilem conceitual, contável e legalmente
sob a forma de "propriedade".
A idéia de considerar que existem proprietários não só de bens como também,
de idéias, textos, inventos (patentes), canções, etc... pretende cristalizar
um esquema usado para a matéria e no âmbito da informação e impacta profundamente
na estrutura das sociedades humanas ao permitir um fluxo constante de recursos
àqueles que se apropriam delas, estabelecendo valor e acumulo de capital
sobre as mesmas. Por outro lado, a legislação sobre direitos autorais, patentes,
marcas e outras similares habitualmente se confunde neste final vago. Embora
estes conceitos representem coisas muito diferentes.
É razoável que quem realiza um acréscimo ao conhecimento humano tenha direitos
emergentes dele. A questão pleiteada é que conceito de propriedade não é
adequado, é uma bandeira de luta dos que consideram que tudo é apropriável.
Por isso é que se tem que separar os significados e referir-se a cada conceito
em particular, como direitos de autor, patente, marcas, etc... encontrando
os regimes legais adequados a cada um, sem que isto sigifique adotar-lhes
o conceito de propriedade.
Hoje estamos em condições de codificar digitalmente quase qualquer tipo de informação, inclusa tempo real.
Representar nosso conhecimento seja qual for: imagens, textos, sons, etc...
por uma sequencia de zeros e uns, no básico: um arquivo, de onde cada posição
pesa um bit.
Nas eras anteriores à digitalização da informação podia ter sentido ligar
as estruturas legais da matéria energia à informação, pois o suporte material
à mesma era tão importante para sua manipulação que definia as formas de
manejo: uso, troca e designação de valor.
A digitalização torna a informação ubíqua, muda seu caráter e permite sua
manipulação massiva e específica de formas totalmente diferenciadas das tradicionais.
A aplicação do conceito de propriedade a elementos codificados digitalmente
é totalmente artificial. Em primeiro lugar porque não são elementos contabilizáveis,
podem copiar-se ilimitadamente sem perder sua essência, não tem nenhuma diferença
entre o original e a cópia. Um a um dos exemplares dos livros impressos podem
diferenciar-se, ser inventariados, tem um código individual, embora iguais
em conteúdo constituam duas coisas materiais perfeitamente identificáveis
em sua encarnação física e sua cópia tem um custo importante. Assim como
a Mecânica Quântica encontrou regras estatísticas diferentes para os objetos
distinguiveis e os indistinguíveis fermiões e bosones, necessitaremos leis
distintas para as criações digitais e para os objetos materiais.
Embora pudesse idealizar-se algum sistema de suporte material que impeça
realizar cópias e identifique cada instância de um arquivo, algo pelo que
clamam as grandes empresas musicais, isto seria totalmente artificial e alteraria
a essência de comunicações livres que caracteriza o espaço virtual digital
criado ao redor da Internet. Seria totalmente irracional e anti-econômico.
Deveria impedir a análise física dos dispositivos leitores e a codificação
de segredos em seu software. Até agora todos os intentos realizados tem sido
crackeados. É tão contraditório aplicar um esquema baseado na matéria para
a informação, como impor uma norma sobre a pastagem de cavalos ao desenho
de estações de trabalho. A digitalização é a técnica que terminará de enterrar
a propriedade intelectual e sua influência no atual sistema econômico. Cada
nível de desenvolvimento tecnológico se sustenta em uma superestrutura econômica
, social e legal. No mundo digital, a propriedade intelectual simplesmente
carece de sentido. Tradicionalmente o desenvolvimento induzido do conhecimento
se gerou na esfera do poder. Exércitos ou governos o financiarão, protegerão
e promoverão, o que entenderíamos como o âmbito público.
Embora nem sempre circularam livremente, o conhecimento esteve vinculado
ao poder do estado. Nos últimos anos, o crescente poder das corporações privadas
começou a apropriar-se da geração do conhecimento. Prevemos que com a digitalização,
voltará a ser gestado mediante fundos públicos, principalmente nas Universidades,
Forças Armadas. As obras de arte voltarão a ser manejadas por seus criadores
e estes poderão por si distribui-las.
Quinta essência da informação, os programas, caso particular
de uma obra digitalizada, são uma classe em si mesmos, pois representam informação
viva ou ativa, instruções para executar. Utilizando o substrato material
da eletrônica digital moderna, os programas constituem um avanço a mais no
caminho da automatização. Assim como as máquinas da revolução industrial
impactaram no trabalho material, as da revolução informática repõem cada
vez mais trabalho intelectual.
Os programas, como as receitas de cozinha, são instruções para executar
ações. Os humanos programam em linguagem como lisp, c, perl, basic, etc,
que entendemos. Um programa (compilador ou interprete) traduz estas instruções
a uma linguagem que entende o processador de cada computador e que não é
inteligível para os humanos.Os programas proprietários não são distribuídos
com a linguagem humana com que foram escritos e que permanece oculta. Por
este motivo podem conter portas ocultas e serias falhas sem que possamos
nem sequer nos inteirar. Dado que os programas podem atuar por si, mas .....da
intervenção humana, uma vez instrumentada a base material do universo virtual
- o que está largamente realizado - podem ter uma existência e ação independente
de qualquer humano. Se bem que só "obedecem instruções", a questão do que
fazem com as instruções recebidas não é ........, tal como indicam os teoremas
de Godel-Turing sobre sistemas completos. Os virus informáticos são a mais
clara encarnação das formas de vida digitais embora atualmente muito primitivas.
As idéias de alguns escritores - Arthur Clarke, 2001 -Uma Odisséia no espaço-
por exemplo- de que o mesmo ser humano pode transferir sua alma-mente-programa
a outro tipo de máquina não biológica são só um exemplo do potencial da informática.
Um novo fantasma recorre ao planeta, os piratas armazenam
nosso estilo de vida, em aparência mais norteamericano que nunca. Estes asquerosos
seres tem feito um culto de compartilhar, se é que há pecado maior à uma
sociedade que idolatra o individualismo e o êxito individual.
O nome
buscado para identifica-los é promissor: piratas. Estes violadores de discos
compactos, assaltantes de disquetes, fotocopiadores, ladrões de vídeos e
canções destroem a propriedade que as grandes empresas tem sacrificadamente
acumulado pagando-lhes uma mínima porcentagem a seus criadores.
Como a tecnologia os ajuda e proporciona que as barreiras para evitar a
livre propagação caiam com a Internet, é necessário inventar barreiras legais
para criar uma propriedade e valor de onde não seja possível estabele-las
naturalmente.
Quando não há leis, elas são inventadas rudemente Só assim se entende que
legisladores do terceiro mundo se vejam compelidos a aprovar leis que instrumentem
esta propriedade artificial convertendo a seus povos em reféns das empresas
transnacionais.
A propriedade é um roubo costumavam dizer os anarquistas e se dedicavam
a expropriar. Dizemos que a propriedade intelectual é um freio ao progresso
e nos dedicamos a produzir software livre.
E, por favor, não caiamos no truque, deixemos a palavra pirata reservada
para os assaltantes de barcos, violadores e saqueadores. Quem usa um programa
sem permissão estará violando uma lei perversa, mas não são piratas.
A batalha pelo controle do conhecimento recém começou.
No âmbito da biotecnologia, as grandes empresas tem conseguido controlar
seu desenvolvimento neste campo e está perfilada a evolução futura das formas
de capitalização e distribuição dos benefícios. Aqui a batalha está sendo
ganha pelas empresas. Tem conseguido até patentear seres vivos. Sem embargo
é imprescindível neste documento destacar a publicação em forma aberta do
genoma humano.
Enquanto para as tecnologias informáticas tem desatado uma já não tão sordida
luta entre os programadores livres unidos mediante a Internet e o bando encarnado
pela Microsoft, gigante proprietário da maior parte do software usado no
mundo, a em princípio o paradigma do modo de vida americano, agora paradigma
dos monopólios.
Inventam-se custosas tecnologias, se desenvolvem livrarias, se demoram os
avanços tecnológicos em microprocessadores para que sigam executando código
velho e assim poder reutilizar software precompilado. O único que assegura
a reutilização é o código fonte, mas em nome da criação de valor artificial
se consomem inúmeros recursos.
A humanidade não necessita reinventar a roda cada vez que a quer usar, é
só o fato de vê-la nos indica como usá-la. Não faz falta inventar uma outra
vez os códigos dos rogramas. Os bons engenheiros e arquitetos copiam, adaptam
e melhoram as boas soluções. Se impedimos que outros possam ver o código
humano originário dos programas, forçamos a todos a repetir os erros e voltar
ao mesmo.
A batalha dos programadores para conseguir a reutilização de seus programas
e obter conhecimento individual por sua obra vai contra os intentos de seus
empregadores,a industria informática, para fechar os códigos fontes e impedir
a cooperação humana é uma história épica, liderada pela FSF a partir do trabalho
de Richard Stallman. Uma luta na qual a humanidade encontrou uma resposta
inteligente ao desafio pleiteado na encruzilhada em que se encontrava. Seu
logo, estandarte ou referência mais importante é o código GNU. Uma comunidade
de hackers por todo o planeta, mediante um trabalho titânico de programação
, conectados pela Internet, a qual deram forma, criaram a base informática
sobre a qual é possivel utilizar os computadores sem usa softwre proprietário.
Esta merotocracia tem sido a principal responsável em propagar os valores
da ética da cooperação na prifissão informática.
GNU/Linux, realizado por Linus Torvalds, é o primeiro Sistema Operacional
funcional sob a licença GPL,( - em castelhano) e representa a coroação de
anos de esforço comunitário.
As liberdades propostas pela FSF, que definem o software livre tipo GPL,
são o fundamento da luta iniciada. Enunciadas originariamente por Richard
M. Stallman, fixam a possibilidade de acesso às fontes dos programas e mais
importante ainda, impedem que outros possam usar este software para criar
derivados que não sejam livres.
Varias correntes de opinião tem contribuido para entender e difundir o desenvolvimento do software livre, destacamos dois:
Como em todos os novos desenvolvimentos , a humanidade
deve dar´se um conjunto de idéias e princípios para interpretar e usar as
tecnologias da informação. Nossa tarefa é construir consenso e propagar a
visão que defendemos.
Estes princípios, como todos os que impactam em nossa vida, estão assinalados
pelas lutas históricas da humanidade e cruzados pelos desejos individuais
dos poderosos da época contra os esforços do resto em criar uma sociedade
igualitária e justa.
Devemos incorporar, de forma consciente, a dimensão política para a luta.
devemos conquistar a arena pública e trabalhar por conseguir que as pessoas
e suas organizações públicas, em particular o estado, trabalhem com informação
livre. Porque acreditamos que o Software Livre vá ajudar a construir melhores
sociedades, reconhecemos que sua adoção pé parte de nossa luta por construir
outro mundo.
Propomo-nos impulsionar o uso e a criação do software livre, fazer que o
valor da suposta propriedade intelectual dos programas de uso restrito caiam.
Paralelamente criaremos programas livres iguais ou melhores, cujo custo de
aquisição será próximo de zero.
Ensinaremos a nossas crianças a compartilhar seus programas e jogos de computador.
Uma criança que deseje ser programador quererá ver o interior dos programas
que usa, desarma-los e armá-los de outra forma. Não devemos impedir-lhes
deste jogo, prática e preparação para sua vida.
Mais que propor um modelo de licença, advogamos por eliminar a necessidade
de licenças, modificando a legislação ao declarar como direiro universal
os princípios contidos na GPL.Esta licença é um método inteligente para ser
utilizado em um mundo dominado por inimigos, agora se trata de mudar o mundo,
usando a base intelectual construída mediante a GPL no mundo anterior.
Hoje podemos pensar na construção de uma comunidade humana, sem imposição
informática, hiper-conectada com ferramentas livres e sem os condicionamentos
econômicos produzidos pelo acúmulo de um capital mediante o domínio do valor
das obras intelectuais do software.
E dizer que temos boas notícias para transmitir: a luta que definirá a base
social e econômica da tecnologia informática do mundo está sendo ganha pelos
programadores livres. O modelo de desenvolvimento de software que E.Raymons
(propulsor do movimento de fonte aberta) denominou "Bazar" em contraposição
à "Catedral" está funcionando. Estamos pouco a pouco recolocando uma cultura
de licenças em caixinhas coloridas, por outra de contratação de serviços
a pequenas empresas. Uma cultura de programadores subempregados em um só
centro global a outra de pequenos empresários distribuídos em todo o planeta.
pensar e atuar globalmente na geração de conteúdos;pensar e atuar localmente
no uso destes conteúdos e programas. É hora da comunidade toda conhecer do
que se trata e tomar parte nesta batalha hoje restrita a comunidades virtuais,
que vão tem um impacto profundo na vida de nossas futuras gerações. Para
triunfar é necessário que os usuários finais se voltem massivamente ao uso
de software livre. Não só por ser melhor tecnica e economicamente como também
por ser melhor socialmente. Existe o risco certo que os costumes, os interesses
de grupos, as cadeias de comercialização, o marketing e más ou interessadas
decisões estatais terminem se sobrepondo a melhores produtos e a soluções
socialmente adequadas. Como os problemas ambientais, nem sempre as externalidades
da economia são levadas em conta nas decisões dos mercados. É necessário
ação estatal, militância e consciência. Há varios estados no mundo e em particular
destacamos os esforços da Cidade de Porto Alegre e do Estado do Rio Grande
do Sul por adaptar seus sistemas de gestão ao Software Livre.
Dos modelos se confrontam e as ações de cada um de nós impactaram profundamente
em nosso futuro. Vários futuros são possíveis, nossa militância produzirá
um deles.
Propomos a criação de Hipatia como âmbito mundial de
reflexão, coordenação e ação; espaço progressista de luta para ajudar a concretizar
a possobilidade de um mundo melhor.
Esperamos somar esforços e constituir uma corrente política e ideológica
dentro do movimento pelo software livre, incorporar o mesmo a preocupação
pelo futuro dos povos do planeta.
Impomo-nos como objetivo que a humanidade disfrute do que passamos a enunciar,
já que cremos que todos os seres humanos e as sociedades que integramos,
temos direito a:
1-conhecer íntima e totalmente o funcionamento de toda a tecnologia
e informação gerada pela humanidade, para seu uso em condições dignas, como
parte inseparável da mesma;
2-modificar e distribuir nova tecnologia embasada na anterior sem outro limite que o primeiro inciso;
3-obter reconhecimento como autor de uma obra intelectual e poder definir
as formas de distribuição das obras produzidas com os limites impostos nois
dois primeiros incisos;
4-obter copia de toda obra, em sua forma digital, quando esta existir. Nada
impedirá o livre fluxo da informação digital, mas .... dos limites ou preços
que o ........que se encontrarem cada instância da mesma pudera impor sobre
seu suporte material, ou vínculos de comunicação;
5-receber informação que permita compreender a tecnologia que usamos em fins da cultura e conhecimento de cada ser humano.
Para garantir seu exercício, estabelecemos nosso compromisso a:
1.Impulsionar o uso do software livre como um médio essencial para outorgar
a todos os seres humanos os direitos acima enunciados;
2.trabalhar para que todo ser humano tenha acesso livre às tecnologias e
conhecimentos da era da informação, propendendo a garantir sua participação
como cidadão no mundo do futuro.
Convidamos a todas as pessoas de boa vontade a aderir,
criticar, melhorar e/ou participar da forma que melhor lhes pareça, da proposta.
Brasil: Mario Luis Teza; Argentina:Diego Saravia e Juan Carlos Gentile; Uruguai: Luis Gonzales
Café Tortoni, Buenos Aires, novembro de 2001.
Inclui sugestões de:
Alejandra Garcia, Jose Martia Budassi e Nidia Morrel
Elegemos a Hipatia, mulher, porque foi a ultima custodia
de saber armazenado por uma civilização que terminava, encerrada em profundas
contradições com um conhecimento não funcional para a realidade econômica
de seu momento histórico. Antes imperio, hoje terceiro mundo, a referência
a uma das origens da humanidade, hoje país árabe, impõe uma visão particular
a este movimento.
O Farol de Alexandria simboliza a luz irradiada, semente e maravilha que iluminaria mais tarde no renascimento de um mundo novo.
Hipatia Hipatia 2 sagan Hipatia 3 Hipatia 4
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Por que usar a palavra hacjers, que para muitos tem um
sentido pejorativo? Para muitos de nós, a palavra hackers não tem um sentido
pejorativo, e o significado que lhe dá a imprensa ou muitos não iniciados
na cultura hacker é o correspondente à palavra cracker.
Para mais detalhes consultar: Dicionário ou Arquivo de Jargão
Documento de Interesse Manifesto GNU Liberdade ou Poder A ética do Hacker e o espirito da era da informação. Pekka Himanen O macroscópio. Joel de Rosnay O Gen Egoísta. Richard Dawkins Documentos GNU A Trampa Digital Word firma seus documentos por UD FBI espiando contrasenhas Porta oculta na Microsoft Nsa pode ingressar em todo PC com Windows Software livre no Forum Social Mundial Software Livre nos estados: Europa, Africa do Sul, Framça, Coréia, Alemanha Noticias: Ututo Software Livre Brasil Manifesto MadHack Encruzilhada Digital Razões para que o estado use o Software Livre Por que a GPL? Bullmalug A licença GPL em catelhano, tal como se cita mais acima, não é válida como textop legal, jusar a versão inglesa. Administrativos Acesso veloz desde fora da UNSa Acesso desde a UNSaInformação:Diego Saravia, dsa@unsa.edu.ar